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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Porto Sem Papel

Imaginemos uma das maiores estações portuárias do país, onde há grande fluxo de carga e descarga de containeres e que para a liberação de cada uma dessas cargas seja necessário emitir 112 documentos de liberação, em diversas vias, passando por 6 entidades regulamentadoras, totalizando 935 informações circulando em duplicidade. Pois bem, este é o procedimento diário nos portos brasileiros para liberação de carga: vários papeis passando de mão em mão para serem rubricados. Sem processos automatizados, as agências marítimas utilizam fax e e-mail para notificar os agentes intervenientes no processo portuário, o que ocasiona dispersão de informação durante os trâmites, além da demora para liberação dos navios. Para resolução deste problema (que não é novo), a Secretaria Especial dos Portos implantou em 2010 o projeto Porto Sem Papel, que objetiva eliminar a burocracia hoje existente e reduzir em 25% a estadia nos navios nos portos.
Documentos e entidades envolvidas no processo de liberação de cargas

O Projeto

O projeto Porto Sem Papel agrega em um único sistema módulos necessários para operação de liberação de carga, tais como o Concentrador de dados portuários e Controle de Posicionamento de Navios, ainda integrando sistemas de gestão governamental. Deste modo, os órgãos anuentes e autoridades (Receita Federal, Polícia Federal, Vigiagro, Anvisa e Autoridade Marítima) receberão informações de forma padronizada, em apenas uma via.

O sistema

O projeto baseia-se no uso de softwares livres, iniciativa alinhada à política do Estado do uso desse tipo de programa. Segundo levantamento feito com usuários treinados, o sistema é de fácil compreensão e operação

Desafios

Atualmente, o projeto está sendo implantado em Santos. A previsão é que até 2012 os demais portos do país já comecem a operar com o sistema.
Mesmo sendo novo, o PSP já é sinônimo de redução de tempo e custo, pois navios ficam menos tempo atracados aguardando liberação. Assim, espera-se que o modal aquaviário seja valorizado e processos de exportação, importação e cabotagem, otimizados.

sábado, 19 de março de 2011

ERP open source

Você possui uma pequena ou média empresa e deseja implantar um ERP a um custo moderado? Saiba então que nesse caso optar por um ERP open source pode ser um bom investimento. Esse tipo de sistema informatizado de gestão já é uma tendência global e promete crescimento para os próximos anos.

O que é um ERP open source?

Quando dizemos que um programa é open source significa que seu código de programação é aberto, ou seja, ele poder ser alterado por qualquer pessoa que entenda de programação, ao contrário dos programas licenciados, que tem seus códigos protegidos.  Se tratando de ERP, é a mesma coisa: o sistema pode ser melhorado, adaptado as necessidades da empresa ou ter aplicações desnecessárias excluídas. Poder ser customizado sem ter a necessidade do suporte de uma consultoria não significa que a aquisição desse ERP seja gratuita. O desenvolvedor cobrará pelo serviço de elaboração do sistema, apenas deixando o código de programação aberto para futuras alterações por conta de quem adquiri-lo.
Impacto em custos

Interface do Compiere, o ERP open source mais utilizado no mundo
Investir em um ERP open source é reduzir gastos, pois não há a dependência de consultorias para adaptação do ERP. Se o empresário decidir adquirir o sistema de empresa X e contratar empresa Y para customização, é perfeitamente viável. Vendedores de ERP licenciados sempre “casam” a compra com o serviço de customização, pois o sistema tem o código fechado e há a necessidade do técnico credenciado para fazer alterações na programação.  Além disso, não é preciso pagar licenças; instale o sistema em quantos computadores quiser, sem pagar a mais. Estudos indicam que a economia pode ser em até 60% nesse caso. A tendência agora é que quanto mais esse tipo de sistema se disseminar, mais barato ficará para se ter um.

As vantagens são boas, mas...

Apesar de poder ser customizado depois de adquirido, ainda serão necessários a implantação e treinamentos, o que demanda gastos. Por não ter licença, a garantia ficará por conta de quem o comprou. O sistema não será atualizado de forma automática, o que é um problema, pois a legislação brasileira exige das empresas que os softwares (sobretudo aqueles relacionados à folha de pagamento e sistema jurídico) estejam atualizados para operar no mercado. Nesses casos, fica por conta e risco do empresário contratar terceiros para a manutenção do sistema.

A modalidade open source do ERP não é nova, porém sua pouca utilização dificulta a disseminação de seu uso. Muitas organizações preferem aderir aos tradicionais ERPs licenciados pela “segurança” que trazem, o que é um tabu, pois, se bem gerenciado, os open source são tão eficientes quanto os licenciados.